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	<title>Leite derramado</title>
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	<description>Leite derramado é o mais recente livro de Chico Buarque. É publicado pela Companhia das Letras</description>
	<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 14:44:12 +0000</pubDate>
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		<title>Sobre o livro</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2009 23:02:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>

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		<description><![CDATA[
Uma saga familiar caracterizada pela decadência social e econômica, tendo como pano de fundo a história do Brasil dos últimos dois séculos.
Um homem muito velho está num leito de hospital. Membro de uma tradicional família brasileira, ele desfia, num monólogo dirigido à filha, às enfermeiras e a quem quiser ouvir, a história de sua linhagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-84" title="livro" src="http://www.leitederramado.com.br/wordpress/wp-content/uploads/livro.jpg" alt="livro" width="500" height="332" /></p>
<p><em>Uma saga familiar caracterizada pela decadência social e econômica, tendo como pano de fundo a história do Brasil dos últimos dois séculos.</em></p>
<p>Um homem muito velho está num leito de hospital. Membro de uma tradicional família brasileira, ele desfia, num monólogo dirigido à filha, às enfermeiras e a quem quiser ouvir, a história de sua linhagem desde os ancestrais portugueses, passando por um barão do Império, um senador da Primeira República, até o tataraneto, garotão do Rio de Janeiro atual. Uma saga familiar caracterizada pela decadência social e econômica, tendo como pano de fundo a história do Brasil dos últimos dois séculos. A visão que o autor nos oferece da sociedade brasileira é extremamente pessimista: compadrios, preconceitos de classe e de raça, machismo, oportunismo, corrupção, destruição da natureza, delinquência.<br />
A saga familiar marcada pela decadência é um gênero consagrado no romance ocidental moderno. A primeira originalidade deste livro, com relação ao gênero, é sua brevidade. As sagas familiares são geralmente espraiadas em vários volumes; aqui, ela se concentra em 200 páginas. Outra originalidade é sua estrutura narrativa. A ordem lógica e cronológica habitual do gênero é embaralhada, por se tratar de uma memória desfalecente, repetitiva mas contraditória, obsessiva mas esburacada.<br />
O texto é construído de maneira primorosa, no plano narrativo como no plano do estilo. A fala desarticulada do ancião, ao mesmo tempo que preenche uma função de verossimilhança, cria dúvidas e suspenses que prendem o leitor. O discurso da personagem parece espontâneo, mas o escritor domina com mão firme as associações livres, as falsidades e os não-ditos, de modo que o leitor pode ler nas entrelinhas, partilhando a ironia do autor, verdades que a personagem não consegue enfrentar.<br />
Em suas leves variantes, as lembranças obsessivas revelam sutilezas ideológicas e psíquicas. E, como essas lembranças têm forte componente plástico, criam imagens fascinantes. É o caso do “vestido azul” comprado pelo pai para a amante, objeto de alta concentração significante. Esse objeto se expande, no nível da narrativa, como índice de elucidação da intriga, no nível fantasmático, como obsessão repetitiva do filho, e no nível sociológico, como ilustração dos usos e costumes de uma classe. Tudo, neste texto, é conciso e preciso. Como num quebra-cabeça bem concebido, nenhum elemento é supérfluo.<br />
Há também um jogo com os espaços onde ocorrem os acontecimentos narrados. As várias casas em que o narrador morou, como as décadas acumuladas em suas lembranças, se sobrepõem e se revezam. Recolocá-las em ordem cronológica é assistir a uma derrocada pessoal e coletiva: o chalé de Copacabana, “longínquo areal” dos anos 20, é substituído por um apartamento num edifício construído atrás de seu terreno; esse apartamento é trocado por outro, menor, na Tijuca; o palacete familiar de Botafogo, vendido, torna-se estacionamento de embaixada; a fazenda da infância, na “raiz da serra”, transforma-se em favela, com um barulhento templo evangélico no local da velha igreja outrora consagrada pelo bispo. Embaixo da última morada do narrador, nesse “endereço de gente desclassificada”, está o antigo cemitério onde jaz seu avô.<br />
Percorre todo o texto, como um baixo contínuo, a paixão mal vivida e mal compreendida do narrador por uma mulher. Os múltiplos traços de Matilde, seu “olhar em pingue-pongue”, suas corridas a cavalo ou na praia, suas danças, seus vestidos espalhafatosos, ao mesmo tempo que determinam a paixão do marido e impregnam indelevelmente sua lembrança, ocasionam a infelicidade de ambos. Os preconceitos e o ciúme doentio do homem barram a realização plena da mulher e levam-na a um triste fim, que, por não ter nem a certeza nem a teatralidade dos desfechos de uma Emma Bovary ou de uma Ana Karênina, tem a pungência de um desastre. Embora vista de forma indireta e em breves <em>flashes</em>, Matilde se torna, também para o leitor, inesquecível.<br />
O fato de nem no fim da vida o homem compreender e aceitar o que aconteceu torna seu drama ainda mais lamentável. Os enganos ocasionados por seu ciúme são tragicômicos, e o escritor os expõe com uma acuidade psicológica que podemos, sem exagero, qualificar de proustiana.<br />
Outras figuras, fixadas a partir de mínimos traços, também se sustentam como personagens consistentes: o arrogante engenheiro francês Dubosc, que a tudo reage com um “merde alors”; a mãe do narrador, que, de tão reprimida e repressora, “toca” piano sem emitir nenhum som; a namorada do garotão com seus <em>piercings</em> e gírias. É espantoso como tantas personagens conseguem vida própria em tão pouco espaço textual. <em>Leite derramado</em> é obra de um escritor em plena posse de seu talento e de sua linguagem.</p>
<p>Leyla Perrone-Moisés</p>
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		<title>O autor</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2009 23:01:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Chico Buarque]]></category>

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		<description><![CDATA[
Francisco Buarque de Hollanda nasceu no Rio de Janeiro, em 1944. Cantor e compositor, publicou as peças Roda viva [1968], Calabar [1973], Gota d’água [1975] e Ópera do malandro [1979]; a novela Fazenda modelo [1974] e os romances Estorvo [1991], Benjamim [1995] e Budapeste [2003]
Para mais informações: www.chicobuarque.com.br
SOBRE ESTORVO:
“Estorvo é um livro brilhante, escrito com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignnone size-full wp-image-88" title="CHico Buarque" src="http://www.leitederramado.com.br/wordpress/wp-content/uploads/autor1.jpg" alt="CHico Buarque" width="500" height="342" /></strong></p>
<p><strong>Francisco Buarque de Hollanda</strong> nasceu no Rio de Janeiro, em 1944. Cantor e compositor, publicou as peças <em>Roda viva</em> [1968], <em>Calabar</em> [1973], <em>Gota d’água</em> [1975] e <em>Ópera do malandro</em> [1979]; a novela <em>Fazenda modelo</em> [1974] e os romances <em>Estorvo</em> [1991], <em>Benjamim</em> [1995] e <em>Budapeste</em> [2003]</p>
<p>Para mais informações: <a href="http://www.chicobuarque.com.br" target="_blank">www.chicobuarque.com.br</a></p>
<p><em>SOBRE</em> ESTORVO<em>:<br />
“</em>Estorvo <em>é um livro brilhante, escrito com engenho e mão leve. [...] Esta disposição absurda de continuar igual em circunstâncias impossíveis é a forte metáfora que Chico Buarque inventou para o Brasil contemporâneo, cujo livro talvez tenha escrito.”<br />
— Roberto Schwarz,</em> Veja</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-89" title="Estorvo" src="http://www.leitederramado.com.br/wordpress/wp-content/uploads/estorvo.gif" alt="Estorvo" width="200" height="287" /></p>
<p><em>SOBRE</em> BENJAMIM<em>:<br />
“O livro é magnificamente bem escrito. O escritor chega à excelência em sua capacidade de captar os detalhes expressivos, de encontrar a imagem exata, e confirma seu domínio absoluto do ritmo. [...] Em momentos assim, o escritor Chico Buarque encontra o compositor Chico Buarque pela via do lirismo, e o resultado não é só alta literatura, mas também uma poesia dolorosa, uma quase-música que embala e comove.”— José Geraldo Couto,</em> Folha de S.Paulo</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-91" title="Benjamim" src="http://www.leitederramado.com.br/wordpress/wp-content/uploads/benjamim.gif" alt="Benjamim" width="200" height="287" /></p>
<p><em>SOBRE</em> BUDAPESTE<em>:<br />
“</em>Budapeste<em>, no exato momento em que termina, transforma-se em poesia.”<br />
— José Miguel Wisnik</em></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-92" title="Budapeste" src="http://www.leitederramado.com.br/wordpress/wp-content/uploads/budapeste.gif" alt="Budapeste" width="200" height="290" /></p>
<p><em>“Chico Buarque ousou muito, escreveu cruzando um abismo sobre um arame e chegou ao outro lado. Ao lado onde se encontram os trabalhos executados com mestria, a da linguagem, a da construção narrativa, a do simples fazer. Não creio enganar-me dizendo que algo novo aconteceu no Brasil com este livro.”<br />
— José Saramago,</em> Folha de S.Paulo</p>
<p><em>“Talvez o mais belo dos três livros da maturidade de Chico,</em> Budapeste <em>é um labirinto de espelhos que afinal se resolve, não na trama, mas nas palavras, como poemas.”<br />
— Caetano Veloso,</em> O Globo</p>
<p><em>“O livro de Chico é uma vertigem. Você é sugado pela primeira linha e levado ao estilo falso-leve, a prosa depurada e a construção engenhosa até sair no fim lamentando que não haja mais, assombrado pelo sortilégio deste mestre de juntar palavras. Literalmente assombrado.”<br />
— Luis Fernando Verissimo,</em> O Globo</p>
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		<title>Vídeo</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2009 22:57:46 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Multimídia]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="480" height="295" data="http://www.youtube.com/v/_tkaXxXXKVI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/_tkaXxXXKVI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
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		<title>Palavra da imprensa</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2009 22:45:56 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;&#8230;Leite Derramado, o quarto romance de Chico Buarque, deveria ser lido por todo brasileiro. Pela simples razão de que é uma das melhores peças literárias dos últimos tempos.&#8221;  Cadão Volpato - Jornal Valor Econômico
&#8220;O que Chico comprova em Leite Derramado é que já conquistou algo que muitos escritores demoram tempo a conseguir: uma voz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;&#8230;<em>Leite Derramado</em>, o quarto romance de Chico Buarque, deveria ser lido por todo brasileiro. Pela simples razão de que é uma das melhores peças literárias dos últimos tempos.&#8221;  Cadão Volpato - <em>Jornal Valor Econômico</em></p>
<p>&#8220;O que Chico comprova em <em>Leite Derramado</em> é que já conquistou algo que muitos escritores demoram tempo a conseguir: uma voz própria.&#8221; Carlos André Moreira - <em>Jornal Zero Hora</em></p>
<p>&#8220;Chico Buarque tem enfrentado modelos clássicos com grande virtuosismo.&#8221; João Paulo Cunha - <em>Jornal Estado de Minas</em></p>
<p><em>&#8220;</em>Ao ler o livro, é inevitável pensar no <em>Machado de Assis de Dom Casmurro</em> e de <em>Memórias Póstumas de Brás Cubas -</em> este último por conta do enredo em que aparentemente não acontece nada e nenhuma narrativa se estabelece como determinante. O diálogo eficiente com o maior escritor brasileiro dá a medida do triunfo literário que é este novo romance de Chico Buarque<em>.&#8221;</em> — Heitor Ferraz,<em> Revista BRAVO!</em></p>
<p>&#8220;<em>Leite derramado</em> é o mais hábil e inspirado romance que [Chico Buarque] já escreveu (&#8230;). A qualidade de <em>Leite derramado</em> — um dos mais importantes romances lançados no país nesta primeira década do século XXI — desmonta, de vez, as superstições e preconceitos que deformam sua figura de escritor. Chico não é só um músico de sucesso que faz literatura. Ele está entre os grandes narradores brasileiros contemporâneos (&#8230;). <em>Leite derramado</em> despeja sobre o leitor, é verdade, uma profunda tristeza. Mas é uma tristeza fértil, que nos ajuda a matizar os grandes atos da história.&#8221; — José Castello, <em>O Globo</em></p>
<p>&#8220;[Em<em> Leite derramado</em>] os tempos encontram-se também tensionados, o presente derruído em oposição ao passado faustoso. E é dessa oposição que ressai uma dimensão importante no livro e sem precedentes, ao menos com essa insistência e intensidade, na obra literária de Chico Buarque (&#8230;). <em>Leite derramado</em> é o tempo perdido e irrecuperável da vida do narrador. Acolhe também uma dimensão sexual, que remonta a suas identificações com o pai e está diretamente relacionada a seu destino.&#8221; — Francisco Bosco, <em>O Globo</em></p>
<p>&#8220;Desde o seu primeiro livro, <em>Estorvo</em>, Chico Buarque pratica um estilo em que o prosaico se mistura a efetivos achados poéticos.&#8221; — Carlos Graieb, <em>Veja</em></p>
<p>&#8220;Do ponto de vista estilístico, a prosa de Chico evoca características da narrativa machadiana.&#8221; — Sylvia Colombo, <em>Folha de S.Paulo</em></p>
<p>&#8220;<em>Leite derramado</em> é um livro divertido, que se lê de um estirão (&#8230;). Sem saudosismo nem adesão subalterna ao que está aí, a invenção realista de Chico Buarque é uma soberba lufada de ar fresco.&#8221; — Roberto Schwarz, <em>Folha de S.Paulo</em></p>
<p>&#8220;Obra de alta carpintaria literária, o quarto romance de Chico Buarque impressiona mais pela beleza e astúcia de peças isoladas (&#8230;). A leitura encanta e arrebata (&#8230;).&#8221; — Eduardo Giannetti, <em>Folha de S.Paulo</em></p>
<p>&#8220;É a melhor [obra de ficção] de todas que já escreveu, e a mais cinematográfica.&#8221; — Luis Antônio Giron, <em>Época</em></p>
<p>&#8220;(&#8230;) estamos diante de um escritor de mão cheia (&#8230;). <em>Leite derramado</em>, ao que tudo indica, representa a abertura de um novo ciclo [narrativo] (&#8230;). Ao revirar pelo avesso ideologias entranhadas fundamente em nossos hábitos cotidianos, talvez ele [Chico Buarque] avance rumo às raízes do Brasil.&#8221; — Augusto Massi, <em>O Estado de S. Paulo</em></p>
<p>“<em>Leite derramado</em> é um livro maior, em que Chico Buarque dá um passo além de <em>Budapeste</em> e alcança na ficção a mesma potência vernácula e imaginativa de suas melhores canções (&#8230;). Chico Buarque escreveu um romance poderoso sobre o amor e a posse, a memória e a história.&#8221; — Samuel Titan Jr., <em>O Estado de S. Paulo</em></p>
<p>&#8220;Começando a leitura hoje, sábado, na segunda você estará com um livro de pouco menos de 200 páginas devidamente saboreado e a cabeça recheada de ótimas histórias para contar, (&#8230;) depois de um fim de semana segurando nada menos que o Brasil nas mãos (&#8230;). O Chico escritor está aqui na ponta dos cascos.” — Reinaldo Moraes, <em>Jornal do Brasil</em></p>
<p>“<em>Leite derramado</em> terá longa vida.&#8221; — Álvaro Costa e Silva, <em>Jornal do Brasil</em></p>
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		<title>Palavra do leitor</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2009 22:43:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Deixe aqui seu comentário sobre o novo romance de Chico Buarque
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Deixe aqui seu comentário sobre o novo romance de Chico Buarque</p>
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