26/03/2009

Palavra do leitor

Deixe aqui seu comentário sobre o novo romance de Chico Buarque




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128 comentários para “Palavra do leitor”

  1. paulo ferrer , em 27 de agosto, 2009, às 8:01 pm disse:

    a

    bem

    soar

    arte.

  2. Alexandre Lucas Rocha Faria , em 19 de agosto, 2009, às 7:46 pm disse:

    Sinto-me feliz e orgulhoso por ser um contemporâneo de Chico Buarque, cresci ouvindo o Chico. Ainda me lembro muito bem do meu primeiro LP que ganhei de meu pai. Desde então não parei de ouvir e lêr as suas obras.
    Agora, a minha filha tem 04 aninhos, e aquele LP que ganhei de meu pai já coloquei pra minha filinha ouvir; que emoção eu senti. Chico rompe gerações. Algum dia se Deus me permitir, ainda vou conhece-lô pessoalmente. Chico, um forte abraço.

    Alexandre.

  3. Carolina Miranda , em 11 de agosto, 2009, às 10:33 pm disse:

    Mais uma vez o Chico Buarque me encantou… Degustei este livro como se fosse um bom vinho. Lia cada capítulo com calma e sem pressa de chegar ao final. Simplesmente porque é maravilhoso ter o prazer de estar com esse livro em mãos… Vou guardá-lo e reler um dia… certamente!

  4. Fernando Malucelli , em 8 de agosto, 2009, às 2:02 pm disse:

    O Sr Evans é um parlapatão!!!!

  5. Eduardo Moronte , em 5 de agosto, 2009, às 5:23 pm disse:

    O livro acabou mas não sai da minha cabeça.
    Penso em Matilde e tento imaginar em qual das entrelinhas ela está escondida, o que aconteceu de fato.
    Ótimo livro de um gênio das palavras.

  6. leitura e crítica , em 4 de agosto, 2009, às 8:03 pm disse:

    Um dia, definiu o escritor Millôr Fernandes: “Chico Buarque é a única unanimidade nacional”. Errou por pouco: Chico Buarque jamais agradou aos governantes, vestissem eles a farda estrelada dos generais ou o terno bem-cortado dos sociólogos. Os ex-presidentes Emílio Garrastazu Médici e Ernesto Geisel, que não gostavam de críticas, censuraram; o presidente Fernando Henrique Cardoso, que não gostou de uma crítica, decretou em tom de censura: “Chico Buarque é repetitivo”.

    Não sendo, nenhum de nós, presidentes da República nem responsáveis pela política econômica que deixou o artista injuriado, resta-nos reclamar do preço do ingresso _ este, sim, uma unanimidade inconteste, que surpreendeu ao próprio Chico Buarque. “Acho que eu não vou (ao show). Tá muito caro!”, brincou Chico, em entrevista ao Correio Braziliense.

    Mas uma vez superado o trauma de desembolsar de até R$ 160,00 (!!!) para ver e ouvir Chico Buarque, é hora da celebração que não tem preço: o encontro com o mais original de nossos artistas. Rara e já citada exceção, não há quem possa chamar de repetitiva a obra desse poeta em permanente construção, que foi buscar nos gritos dos mercados, no breu das docas, nas velas acesas nos becos deste país uma alma brasileira refletida em gente como o pedreiro que amou daquela vez como se fosse a última, a cabrocha mais bonita que trocou a pista pela galeria e nunca mais foi a mesma, o pivete que zanza na sarjeta e tem as pernas tortas e se chama Mané, as meninas de peitinhos de pitomba que vendem barato suas bugingangas, os malandros com gravata, diploma e capital.

    De hoje até sábado, vai passar pela Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional o bloco dos que voam para a América e têm saudade (mas não muita), dos que plantam sonhos onde só vento se semeava outrora, dos poetas que a exemplo dos cegos podem ver na escuridão, e daqueles que, olhos nos olhos, compreendem e cantam o amor barato desse nosso suburbano coração _ como essa quase unanimidade brasileira chamada Chico Buarque.

  7. Flávio Pinheiro Werle , em 31 de julho, 2009, às 11:56 pm disse:

    Ora, ora, Chico, ora, ora…

  8. rosa , em 27 de julho, 2009, às 11:06 pm disse:

    Estou chegando ao fim do novo livro do Chico, e já tenho as minhas conclusões.É muito fácil julgar ou ter uma visão crítica de um relacionamento amorosos quando é o dos outros, já que julgamos sem a emoção que ” emburrece”. E a emoção cegou Eulálio, ao não entender o sumisso de Matilde.Vejamos o perfil da morena sumida: autêntica, simples e sem qualquer soberba -comia com os empregados- sensível e amante da natureza, das praias e das corridas a cavalo no alasão da família. Neste contexto Matilde até poderia deixar Eulálio, mas com a dignidade de um final compreendido.Mas jamais deixaria ele e a filhinha pequena sem qualquer justificação….Isso seria coisa de mulher sem qualquer caráter e sem qualquer instinto materno, o que não me parece ser o perfil das pessoas simples e que gostam da natureza, como no caso de Matilde. Ao mais, mesmo que ela tivesse tido um “surto” ocasionado por uma paixão por um homem, a culpa e o remorso a fariam retornar para a filha, em algum momento,para se justificar ou pedir perdão…Resumindo: Matilde morreu, ou pirou, mas eu entendo Eulálio: porque será que a emoção nos emburrece tanto?

  9. Marcos Pontes , em 21 de julho, 2009, às 7:17 pm disse:

    Conheço a lietratura de Chico desde Gota D’água. De seus romances ainda não li somente Benjamin e estou lendo, e me maravilhando, com o estilo e a história de Leite Derramado, mas não é esse meu intento com esse comentário.
    Depois de lançar dois livros de contos de forma independente, acabo de concluir meu primeiro romance, que pretendo lançar por uma editora. Para isto estou em contato com agente. minha grande pretensão é poder mostrar os originais para o Chico e, se ele achar que vale a pena, um texto seu para a apresentação.
    desculpem-me o meio de procurar esse contato, só o faço por não saber outro.
    Espero ansioso por uma resposta, seja ela qual for.
    Saudações.

  10. Silvana Flávia Rossi Cervi , em 18 de julho, 2009, às 2:32 pm disse:

    Chico,
    Maravilha de livro. Me emociono a cada capítulo.
    Um livro que recomendo, com todo prazer, uma história encantadora.
    Vc nos orgulha muito. Valeu Chico!!!

  11. dudu galisa , em 17 de julho, 2009, às 2:00 pm disse:

    Sem nenhum exagero, Leite Derramado lembra-me García Marquez e Albert Camus, este com o Estrangeiro, aquele com Memórias de Minhas Putas Tristes e Crônica de Uma Morte Anunciada. Eu comparo a estes mestres que escrevem com leveza e sutilidade. Chico Buarque também escreve dessa maneira. Leite Derramado é um livro leve, saboroso e rápido. Chico durante todos esses anos na vida literária adquiriu um verdadeiro poder sobre as palavras, escreve sem verborragia, as usa na medida certa. Eu recomendo a todos.

  12. Fernando Lins , em 13 de julho, 2009, às 10:15 pm disse:

    Em fim um livro para ser lido,
    delícia de escrita, de texto, de contexto…
    Li de um fôlego só.
    Fernando

  13. Maria Aparecida Caetano , em 11 de julho, 2009, às 12:14 am disse:

    Nós, como parte da história deste Brasil, como resultado de uma cultura cheia de extremos: heróicos covardes, singelos orgulhosos, sábios analfabetos, saudáveis psicóticos, espertos perdedores, gigantes em fragilidades, equilibrados, somente na corda bamba…Realmente não há como não nos idetificarmos com este ancião , que devaneia,vive do passado, de recordações, quem sabe até inventada por sua mente confusa. Manifesta um futuro sonhado, nova vida, amor, novos filhos, novos…sonhos…E o presente? Não existe. O hoje é vago, é a inércia, é uma cama de doente…
    Somente a lucides de Chico Buarque para nos fazer refletir.
    Obrigada! Chico Buarque!

  14. Dococs Ferenc , em 10 de julho, 2009, às 11:33 pm disse:

    Assim assim

  15. Ana , em 5 de julho, 2009, às 7:35 pm disse:

    e assim tenho de falar deste livro sem saber o segredo final e sem sequer saber o suficiente de literatura brasileira para o enquadrar seja onde for. meu pecado. apesar de ser uma obra pequena, chamado romance, quase a ser novela, não fosse o tecer incrível do enredo, o vasto espaço físico e ainda mais vasto espaço temporal, a vivacidade de tantos tipos e personagens que se cruzam numa história fascinante contada por um centenário à beira da morte numa cama de hospital. o truque mais fabuloso, mas também mais simples, é o vaguear do discurso, na primeira pessoa, próprio de um velho que se esquece, repete os factos, diz hoje desta maneira e depois daquela. para apimentar o contexto histórico, que só ele é razão para ler este livro, a obsessiva história de amor de Eulálio, que concentrou o amor às mulheres do pai numa só, a mulher morena de sol do Brasil, Matilde.

    mais importante e mais difícil: a leitura fez-me esquecer o nome do autor, um tal de Chico Buarque.

  16. Aline Mendes , em 5 de julho, 2009, às 2:03 pm disse:

    Excelente obra, em todos os aspectos. A perspicácia, ora sutil ora brusca nos detalhes da narrativa me fizeram estremecer. Me deliciei.

  17. MARCOS PAULO JONES MACIEL , em 5 de julho, 2009, às 12:03 am disse:

    Remeteu-me aquele velho Francisco, aquele…
    Que existe dentro de cada um de nós, e que não nos deixa, os deixar em paz.

  18. JEFFERSON lEMOS , em 30 de junho, 2009, às 9:12 pm disse:

    Livro delicioso e instigante. Uma linda construção literária e um presente maiúsculo ao seus leitores…

  19. Jorge Fernando dos Santos , em 27 de junho, 2009, às 8:07 pm disse:

    Chico Buarque é o cara. Em termos de arte, tem o toque de Midas. Claro que se assinasse seus livros como João da Silva, eles não seriam tão badalados. Isso porque a mídia é preguiçosa, gosta da coisa pronta, mastigada. Crítico, então, nem se fala! No entanto, Chico escreve com inteligência e sensibilidade. Fala várias línguas e é um grande leitor. O cara joga em todas as posições: compositor, cantor, dramaturgo, romancista, cronista esportivo, jogador de futebol… Confesso não ter gostado de Estorvo. Já Benjamim me conquistou na primeira página. Acho Budapeste seu melhor livro, mas Leite Derramado não fica atrás. Trata-se de um relato corajoso, quase cruel, que traz no subtexto a história da nossa decadência enquanto país. Um país onde alinham o povo por baixo. Chico se alinha por cima, com seu olhar de ardósia sempre atento aos detalhes. Ele é mesmo o cara!

  20. Adriana , em 20 de junho, 2009, às 6:52 am disse:

    Como se não bastasse a genialidade de suas canções, Chico com o livro Leite Derramado se consagra como um dos grandes escritores deste século.
    Guardo uma profunda (e apaixonada :-) admiração por Chico, pelo conjunto de sua obra.
    De sua ardorosa admiradora,
    Adriana

  21. sandra adriana fasolo , em 16 de junho, 2009, às 11:25 pm disse:

    O Livro é Brilhante & é totalmente Chico Buarque, lírico, lindo, recordativo. Impressionante!
    Deixo o link das minhas palavras carinhosas para os ‘eulálios’ como convite aos/às fãs do Chico.
    beijos-beijos-eulalianos

  22. Ângela Gomes , em 14 de junho, 2009, às 8:01 am disse:

    O livro é magnífico! Só vem a confirmar a genialidade, a sensibilidade e a destreza com as letras que só o Chico consegue reunir de forma tão inteligente. Esta obra é meu foco na dissertação do Mestrado em Letras, que estou cursando. A cada vez que releio, tenho a sensação de primeira vez, as entrelinhas nos surpreendem a todo instante. O texto nos instiga e nos remete à reflexão o tempo todo, questionando a memória, confrontando o passado e o presente e, de quebra, levando-nos a boas risadas em trechos de refinado humor.
    Chico, quando a gente pensa que você alcançou o máximo da arte, você nos surpreende indo além.
    Sempre fã e apaixonada leitora.
    Saudações buarqueanas!!!

  23. Ângela Gomes , em 14 de junho, 2009, às 7:56 am disse:

    O livro é magnífico! Só vem a confirmar a genialidade, a sensibilidade e a destreza com a letras que só o Chico consegue reunir de forma tão inteligente. Esta obra é meu foco na dissertação do Mestrado em Letras, que estou cursando. A cada vez que releio, tenho a sensação de primeira vez, as entrelinhas nos surpreendem a todo instante. O texto nos instiga e nos remete à reflexão o tempo todo, questionando a memória, confrontando o passado e o presente e, de quebra, levando-nos a boas risadas em trechos de refinado humor.
    Chico, quando a gente pensa que você alcançou o máximo da arte, você nos surpreende indo além.
    Sempre fã e apaixonada leitora.
    Saudações buarqueanas!!!

  24. Renato Ladeia , em 9 de junho, 2009, às 4:51 pm disse:

    Chico Buarque de Hollanda é uma unanimidade nacional e é por isso mesmo que o seu último romance, Leite Derramado, alcançou um sucesso de vendas que poucos escritores, alguns até melhores, conseguem. Um livro bem editado, com duas opções de capa. É para ninguém botar defeito. A leitura não é das mais fáceis, pois Chico não é um escritor de textos previsíveis, com começo, meio e fim. O personagem Eulalio d´Assumpção começa a sua história em cima de uma maca se dirigindo a enfermeira que o atende num hospital público, onde as pessoas ficam largadas nos corredores, retratando a real situação da saúde brasileira.
    Um velho senil que se perde entre o passado e o presente, confunde personagens da história, fatos e lugares. Com cem anos de idade, Eulálio de D´Assumpção ainda conserva o orgulho de pertencer a um tradicional tronco de famílias brasileiras. Seu bisavó teria chegado com a família real portuguesa. Na sua árvore genealógica figurariam grandes fortunas do império que teriam transitado pelos corredores do poder.
    O velhinho, apesar de arruinado, sem plano de saúde e morando em um quarto de favor em uma favela não se dá por vencido e ainda brada sua origem pelas repartições, tentando retornar o tempo perdido ou o leite derramado. As pessoas não dão mais importância às tradições de famílias, principalmente as que não tem mais dinheiro. Às vezes, o personagem se torna pouco verossímel, pois tenho a impressão de que a senilidade, pela experiência que tenho, dá pouco espaço para a lucidez. Mas o Chico consegue levar a história até o seu final com os desvaneios do Eulálio.
    O Chico Buarque retrata de forma bastante cáustica a decadência das grandes famílias e tenho a impressão de que ele faz um pouco de ironia a si mesmo. Todos sabem que os Buarque de Hollanda, vem de uma antiga linhagem pernambucana, com senadores no império como Hollanda Cavalcanti. Os Gonçalves Moreira, de sua avó paterna também vem de uma linhagem que envolve tradicionais famílias mineiras e ramos paulistas. Sua mãe, também não fica atrás, com os Alvaro Alvin, uma antiga família mineira que controlou o poder político no estado. É possível que o Chico tenha ouvido durante toda a sua infância as velhas histórias dos seus antepassados, com suas glórias, poder, dinheiro e escravos.
    Discordo dos críticos que consideraram que a obra foi influenciada por Raízes do Brasil, publicada por seu pai em 1937. O livro de Sérgio Buarque é um trabalho teórico, influenciado pela sociologia compreensiva de Max Weber, sociólogo alemão, cuja obra ele conheceu na sua estada na Alemanha no final dos anos 30. O livro do Chico, por seu turno, retrata o apego das velhas famílias aos valores tradicionais que tentam viver do passado e da pureza inexistente da “raça”, ignorando as mulheres índias e negras que ajudaram a compor a sua genealogia. A saga da família Assumpção acompanha a história do Brasil nos séculos XIX e XX, sendo neste último a decadência. Pessimista, o autor não somente empobreceu o personagem, como transformou os seus descendentes em marginais na sociedade moderna. De grandes importadores de armas, proprietários de terras e políticos influentes, foram parar na favela da Rocinha, vivendo do tráfico de cocaína.
    A saga dos Assumpção é a visão de futuro do autor, ao prever uma sociedade cada vez mais decadente, com valores conflitando com o crime organizado e a necessidade de sobrevivência. Em o Estorvo o autor trata da mesma temática.

  25. Leonardo Gil , em 8 de junho, 2009, às 4:23 pm disse:

    Fascinante a saga dos Eulálios sob o prisma da mente nostalgicmanete rica do Eulálio principal.
    Matilde é um forte vetor na cooptação do leitor, despertando o interesse de uma forma deliciosa.

  26. Francisco , em 7 de junho, 2009, às 12:59 am disse:

    Sem esforço algum, alcancei o final do romance. As técnicas narrativas, a diegese, o monólogo interior em hibridismo com o aparente diálogo direto que percorre toda a trama são alguns dos méritos desse grande escritor. Sob a perspectiva do tempo, a obra nos desencadeia uma reflexão pertinente aos valores de outrora. Divertido, brilhante e profundo. É como se, ao terminar a última página, o leitor recebesse um convite para retornar à primeira.

  27. constancia , em 27 de maio, 2009, às 5:56 pm disse:

    Indescrítivel!!!
    Chico é o grande mestre, o grande compositor, o grande escritor… é extraordinariamente excelente em tudo que faz. Confetes e serpentinas pra ele.

  28. Maria do Socorro A. Lemos , em 26 de maio, 2009, às 2:11 pm disse:

    Delicia de livro. Chico faz este diálogo com Machado de Assis como nós contemporâneos gostaríamos. Senti também uma pontinha de diálogo com o realismo fantástico de Garcia Marques, pelo nome Eulálio, pela saga que se repete e se interlaça, pelo pano de fundo esfumado da História.
    Conseguimos ver tantos personagens de nosso cotidiano se enredando através de seu livro, como se o autor tivesse também vivido nossas vidas. A História e a história se embaralham e sua criticidade e ironia se entrelaçam, deixando para nós fazermos os nossos próprios juízos de valores.
    Ainda estou lendo, mas eu que li todos, considero que o Chico com este não teve medo de libertar o poeta que tem dentro de si e encheu com poesia a densidade dessa prosa. O ciúme realmente pode ser uma rosa ou um repolho, morte ou reumatismo.
    O portugues soa lindo quando bons autores, como o Chico, nos brindam com essa capacidade de utilizar todo esse potencial de nossa língua.
    Estou acabando e já estou com saudades.

  29. Célia Watanabe , em 25 de maio, 2009, às 8:37 pm disse:

    Excelente narrativa, de manter o leitor atento. Fiquei a imaginar qual seria a versão de Matilde.
    Chico, espero que você não demore muito para cometer uma nova aventura literária.

  30. Mônica Ferreira Gomes , em 25 de maio, 2009, às 2:53 pm disse:

    Não consegui largar o livro: comecei ontem a noite e só fui dormir quando terminei… Sonhei com Eulálios e Matilde, casas grande e senzalas.
    Ainda estou “tomada”, não consigo parar de pensar e refletir sobre o livro Leite Derramado, realmente um livro memorável! Grande Chico!!

  31. Natália Almeida , em 20 de maio, 2009, às 12:24 am disse:

    A literatura brasileira, com toda certeza, ficou muito mais rica após ‘Leite derramado’… O livro é espetacular! Mais uma vez o Chico nos provou que é um gênio!

  32. Maria , em 18 de maio, 2009, às 12:30 pm disse:

    Senhor Evan
    O senhor já teve seus minutos de fama e agora pelo que parece quer mais.
    Só para lhe informar. Chico, assim como o pai, nunca desejou entrar à ABL. Estude mais.
    Vá fazer terapia. Quem sabe lá o senhor não descobre o que muitos como eu já sabemos qual é o seu problema.

  33. Emar V. Azevedo , em 15 de maio, 2009, às 6:22 pm disse:

    Chico tem seu lugar entre os maiores dos maiores. Quem disser qualquer coisa menor do que isso é uma pessoa com sérios problemas tanto emocionais quanto mentais.
    A leitura de Leite Derramado está me dando tanto prazer quanto ouvir suas músicas, ver seus DVDs, ler/ouvir suas entrevistas. Chico Buarque é ímpar e pronto!
    Parabéns!!!!!

  34. Evan do carmo , em 14 de maio, 2009, às 5:04 pm disse:

    Olá meus caros colegas.. não comentaram mais? venho dizer-lhes que tudo aquilo foi uma bela brincadeira. Arrumei amigos e desafetos com as minha troças… agora venho me curvar ante a grandeza do Chico, um belo Escritor com um grande futuro pela frente. Sim, lanço sua candidatura à ABL. ele sim merece, não ao Paulo Coelho…mas, não vou meter o pau, ele não merece meu tempo. digo O Paulo Coelho. Abraços para todos… sim estarei com O Chico em Paraty, alguma recomendação?

  35. Gisela Cesario , em 12 de maio, 2009, às 12:24 pm disse:

    Mais uma magnífica obra do compositor que canta histórias e do autor que escreve canções. Fiz uma humilde resenha sobre essa nova obra de Chico Buarque. Está em http://euleiopravoce.blogspot.com/2009/04/leite-derramado-chico-buarque.html
    Recomendo a todos esse e todos os livros dele.

  36. Leandro Gonçalves , em 11 de maio, 2009, às 9:05 pm disse:

    O país estava mesmo precisando de um livro assim. E nada como o filho de Sérgio Buarque de Hollanda um dos maiores historiadores do Brasil.
    Chico Buarque talvez seja o “último romântico” de nossa literatura, que cá entre nós deveria ser o café da manhã de todas as pessoas, só lamento que num livro tão familiar aos que o leem não chame a atenção da maioria pois está cravado que nomes como os de Chico e Caetano Veloso sejam sinal de coisa de intelectual.
    Difícil é falar do livro sem jogar confetes ao autor, mas apesar disso em meio a tanta novidade uma obra assim ainda hoje ganha destaque, e só uma curiosidade acho que a jovem “Kim” não leria Leite Derramado.

  37. Isaura Nunes Paulo , em 11 de maio, 2009, às 3:18 pm disse:

    Estou lendo ainda, mas pelo que eu estou lendo, estou adorando, maravilhoso, uma linguagem fácil, Chico brinca com as palavras, como sempre muito inteligente……

  38. maria clara , em 9 de maio, 2009, às 11:25 am disse:

    sobre a história…
    me parece que essa “tradição” ainda está impregnada em nossa sociedade. muito atual. infelizmente.

    mas afinal…
    matilde sumiu por que? traiu ou não?

    parabéns ao autor. uma delícia de livro!

  39. Virna Oliveira Rabelo , em 5 de maio, 2009, às 4:59 pm disse:

    Oooiiiiiii Chico as suas obras sempra fizeram o leitor delirar!!!!!!!!Eu sempre quis conhecer você,se DEUS quiser ,tchau!Gostei de mandar um recadinho pra você

  40. Mantovanni Colares , em 5 de maio, 2009, às 1:15 am disse:

    É possível que o Chico tenha construído a propósito um anagrama para emprestar o título do livro: LEITE DERRAMADO seria o rearranjo de MATILDE, DÊ ERRADO. E a chave da trama passa por aí. Jamais saberemos. O fantástico, porém, é a sensação de ler um clássico da literatura brasileira, no instante seguinte ao de sua produção. Matilde tem a força como personagem de modo assombroso, porque de secundária passa a ser o eixo do romance; e de sua quase nenhuma descrição física invade nossos sonhos e obsessões na incansável busca do momento perfeito do prazer arrastado pela memória.

  41. Maria do Carmo Nava Raposo Anunciação Cordeiro , em 2 de maio, 2009, às 11:41 am disse:

    Ainda não tive oportunidade de ler, mas claro que vou comprar e me saborear com mais essa obra desse genio: CHICO BUARQUE. Tudo que sai dessa cabeça inteligente é uma obra de um grande mestre. Muita saude para que viva muitos anos e possa nos trazer grandes obras.

  42. Ludmila , em 1 de maio, 2009, às 10:41 am disse:

    Comecei a ler o livro ontem, e ontem mesmo terminei, atônita.
    Brilhante, poético, comovente.
    Não há uma só página onde não se tenha vontade de roubar uma frase, um pensamento ou uma metáfora e sair carregando por aí, prá ver se a vida fica mais bonita.
    Nada falta, nada sobra.
    Li os 4 romances do Chico, e Budapeste que me perdoe.

  43. Maria Luiza , em 30 de abril, 2009, às 9:46 am disse:

    Maravilhoso! Nós leitores estávamos precisando de algo assim, para sentirmos a realidade da vida. O romance “LEITE DERRAMADO”, é a vida latente que nos é jogada em cima dos ombros, para sentirmos o que somos e o que poderemos ser no final da jornada.
    Muito obrigada Chico, que as Forças da natureza te abençoe.
    Um beijo da vó Luiza.

  44. Carlos Pinheiro , em 29 de abril, 2009, às 9:55 pm disse:

    Li o livro e recomendo.

  45. João Pedroso , em 29 de abril, 2009, às 8:59 pm disse:

    Chico vai autografar?
    Me informem local data e horário!
    Abraço!

  46. Ana Clarissa , em 29 de abril, 2009, às 5:24 pm disse:

    Delícia de livro!

  47. Érika dos Anj0s , em 28 de abril, 2009, às 5:04 pm disse:

    Fiquei horas pensando em como classificar este livro. Então, em algum lugar da minha mente surgiu a frase pronta: ‘Um deleite derramado aos pés de Chico Buarque’. E é exatamente isso. O autor nos leva a um deleite em 200 páginas, um prazer suave de ler sobre a vida do velho Assumpção, que ao longo dos seus 100 anos consegue ver o cabelo pixaim de sua Matilde e a delicada curva de seus seios do leito do hospital.

    É se deleitar com as passagens cotidianas, com as traições e com as demonstrações de poderio da família que teve contato com a corte portuguesa, com o império brasileiro, com a república, com o senado, onde todos os Eulálios tiraram fotos de calças curtas…

    Eulálio não sabe se o tataraneto é seu tataraneto, mas lhe ensinou o que sabia. Mas, sua filha acredita que não é ele seu bisneto. No entanto, aquele nariz não lhe é estranho… acho que parecia com o de Matilde, durante a missa de sétimo dia do seu pai, que fez com que ele tivesse sua primeira ereção ao ver a futura mãe de sua filha.

    Ao longo da narrativa, Chico Buarque desnuda as virtudes e, principalmente, os defeitos de uma família que já teve tudo, mas que hoje precisa sobreviver à base do dinheiro de um traficantezinho ou da boa vontade de um pastor do subúrbio. O estilo rebuscado e os loopings da história fazem com que o livro seja denso, até mesmo difícil de ler, mas não tira o brilhantismo do texto.

    Leitora de todos os livros de Chico, de quem sou uma fã musical incondicional. acredito que em Leite Derramado ele tenha conseguido encontrar seu fio, encontrar seu lugar literário, pois nas outras obras sua genialidade não conseguiu nem chegar perto. E, desta vez, o Homem dos Olhos Verdes pôs em prosa a inteligência já conhecida em versos.

    ————————————————————————————————-

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  48. Érika dos Anj0s , em 28 de abril, 2009, às 5:03 pm disse:

    Fiquei horas pensando em como classificar este livro. Então, em algum lugar da minha mente surgiu a frase pronta: ‘Um deleite derramado aos pés de Chico Buarque’. E é exatamente isso. O autor nos leva a um deleite em 200 páginas, um prazer suave de ler sobre a vida do velho Assumpção, que ao longo dos seus 100 anos consegue ver o cabelo pixaim de sua Matilde e a delicada curva de seus seios do leito do hospital.

    É se deleitar com as passagens cotidianas, com as traições e com as demonstrações de poderio da família que teve contato com a corte portuguesa, com o império brasileiro, com a república, com o senado, onde todos os Eulálios tiraram fotos de calças curtas…

    Eulálio não sabe se o tataraneto é seu tataraneto, mas lhe ensinou o que sabia. Mas, sua filha acredita que não é ele seu bisneto. No entanto, aquele nariz não lhe é estranho… acho que parecia com o de Matilde, durante a missa de sétimo dia do seu pai, que fez com que ele tivesse sua primeira ereção ao ver a futura mãe de sua filha.

    Ao longo da narrativa, Chico Buarque desnuda as virtudes e, principalmente, os defeitos de uma família que já teve tudo, mas que hoje precisa sobreviver à base do dinheiro de um traficantezinho ou da boa vontade de um pastor do subúrbio. O estilo rebuscado e os loopings da história fazem com que o livro seja denso, até mesmo difícil de ler, mas não tira o brilhantismo do texto.

    Leitora de todos os livros de Chico, de quem sou uma fã musical incondicional. acredito que em Leite Derramado ele tenha conseguido encontrar seu fio, encontrar seu lugar literário, pois nas outras obras sua genialidade não conseguiu nem chegar perto. E, desta vez, o Homem dos Olhos Verdes pôs em prosa a inteligência já conhecida em versos.

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  49. Thiago Oliveira , em 27 de abril, 2009, às 4:20 pm disse:

    Realmente sem explicação o novo livro do Chico.

    Entristece e enobrece ao mesmo tempo.

    É um “puxão” à realidade!!!

    Surpreendente.

    Valeu Chicão!!!

    Já quero mais.

  50. DIONISIO NETO , em 27 de abril, 2009, às 1:12 pm disse:

    li o livro em 5 horas
    minha alma derramou-se sbre Matilde pretinha pixaim
    jamais jantaria com Assumpção
    sou castanho tb
    o mundo mudou
    o velho mundo morreu com o velhinho
    tenho ódio dos nossos tataravós

    obrgado Chico

  51. fábio pontes , em 27 de abril, 2009, às 11:03 am disse:

    É bom quando nossa consciência sofre grandes ferimentos, pois isso a torna mais sensível a cada estímulo. Penso que devemos ler apenas livros que nos ferem, que nos afligem. Se o livro que estamos lendo não nos desperta como um soco no crânio, por que perder tempo lendo-o? Para que ele nos torne felizes, como você diz? Oh Deus, nós seríamos felizes do mesmo modo se esses livros não existissem. Livros que nos fazem felizes poderíamos escrever nós mesmos num piscar de olhos. Precisamos de livros que nos atinjam como a mais dolorosa desventura, que nos assolem profundamente – como a morte de alguém que amávamos mais do que a nós mesmos –, que nos façam sentir que fomos banidos para o ermo, para longe de qualquer presença humana – como um suicídio. Um livro deve ser um machado para o mar congelado que há dentro de nós. Franz Kafka

  52. fábio pontes , em 27 de abril, 2009, às 10:52 am disse:

    Bom livro… Apenas uma observação, não ao autor que está acima do mal… No Brasil não temos bons escritores como tivemos outrora, pelo simples fato de que não há bons leitores… Por que faz sucesso um lixo como Paulo Coelho? Simplesmente porque o povo é burro, gosta de ir atrás da manada… Sobretudo de pastores cegos que guiam cegos iguais a si. Dá pra saber lendo alguns dos comentários aqui presentes: elogios vagos e críticas vazias.

  53. Alberto Brunetta , em 26 de abril, 2009, às 11:45 pm disse:

    Prezado Chico e leitores,
    muito se diz em nossos dias sobre o sufocar da inteligência contemporânea em razão do excesso de informações que os múltiplos meios de comunicação nos trazem; concordo com isso. Entretanto, o livro Leite Derramado me chamou a atenção para o fato de que ainda nesses tempos, mas em tempos passados talvez ainda mais, a informação em demasiava e, portanto, igualmente sufocante, é a da memória. Isto basta para que não estruturemos nossas críticas à “burrice” atual deixando de lembrar das “burrices” do passado, afinal de contas só os meios mudaram, homens e mulheres continuam os mesmos.
    Obrigado

  54. suely andrade , em 24 de abril, 2009, às 5:42 pm disse:

    O livro
    O leite derramado
    A capacidade de um olhar sem julgamento para algo que derramou…
    O leite derramado é vivo e por isso não se fala em chorar e sim em leite.
    MAGNIFICO
    Agradeço ao Chico Buarque o DeLeite….

  55. Rosana Diôgo de Lima , em 24 de abril, 2009, às 1:28 pm disse:

    Leite derramado… O derrame de uma vida que se esvai nas lembranças melancólicas como a paisagem de um por de sol… O leite, alimento da vida, escorrendo pelos corredores da memória de um personagem que se despede do mundo num restinho de fio branco de alma… Grande livro, grande autor!

  56. Jorge Roesener , em 22 de abril, 2009, às 3:21 pm disse:

    Só Chico para desviar nossa realidade, tanto em música como em literatura, nós viajamos pelo tempo em que a hisória se passa, e quando menos percebemos somos personagens, até protagonistas, vivemos cada momento, cada palavra e frase do autor, queremos ir o mais fundo possível na história, de repente alguém bate a porta e voltamos ao nosso papel, voltamos a ser leitores de uma bela obra, e quando a história chega ao fim, não temos coragem de tirar o livro da mão, estamos entregues ao autor.
    Chico Buarque como sempre, superou minhas espectativas.
    Abraço a todos!

  57. Maria Luiza , em 22 de abril, 2009, às 1:25 pm disse:

    Oi, ainda não tive a oportunidade de ler o livro “LEITE DERRAMADO”, mas com certeza terei. Vocês não acham que estão enchendo muito a bolinha deste tal Evan? (o qual nunca tinha escutado o nome). Esqueçam este rapaz,pois acho que ele quer é nadar no “LEITE DERRAMADO”.
    Um abraço, vó Luiza.

  58. Amanda Marques , em 21 de abril, 2009, às 4:35 pm disse:

    Que Chico Buarque é um brilhante compositor, ninguém duvida.
    Que ele queira caminhar no mundo das letras também não é de se estranhar, posto que idéias e histórias não lhes falta. Acredito que trilhará o mesmo caminho das músicas: o do sucesso.
    Mas o que é o “estorvo” do sr. Evan choramingando o leite derramado? Não é necessário comparações. Comparações são para os iguais, os diferentes não precisam ser comparados. Chico é diferente, e já esse sr. Evan me parece tão igual aos outros tantos que já vi por aí.
    Ora sr. Evan, é necessário aprender a deleitar-se com a leitura, curtir o prazer de um bom livro, e , acima de tudo, de aprender mais sobre “futilidades verbais”.
    Abraço forte, o Chico, é claro, que além de excelente e incomparavél músico ainda mostra ser um um ótimo escritor , e como se não bastasse todos os adjetivos, tem um sorriso lindo acompanhado de belos olhos azuis.

  59. Charles , em 20 de abril, 2009, às 10:59 pm disse:

    Quem é, ou melhor, o que é Evan do Carmo?

  60. Rafael , em 19 de abril, 2009, às 1:33 pm disse:

    Olhem muito bom !!!!

    Vejam…

    http://blig.ig.com.br/_dias_/2009/04/19/leite-derramado/

  61. dudu galisa , em 19 de abril, 2009, às 8:53 am disse:

    Preste bem atenção em algumas coisas seu Evan do Carmo. Primeiro: para você ser um escritor, filósofo, crítico literário ou qualquer porra que seja na vida literária, você tem que mudar o seu nome. Parece nome de uma marca de sabonete(Evan). Segundo: você tem que deixar a gabolice de lado, deixar de se auto-intitular o que não é. É como possuir um diploma sem saber de porra alguma. Terceiro: se existir mesmo reencarnação, Evan do Carmo, não é nesse que você poderá proferir quaisquer que sejam as críticas a escritores que lhes causam inveja. Por último: procure um lavado de roupa.

  62. Alan Vega , em 19 de abril, 2009, às 6:47 am disse:

    Me tomé la libertad de tracucir el capitulo 1 al español.

    Cuando salga de aquí nos vamos a casar en la hacienda de mi feliz infancia, alla en la raiz de la sierra. Tú vas a usar el vestido y el velo de mi madre, y no hablo así por estar sentimental, no es por causa de la morfina. Tú vas a disponer de las rentas, de los cristales, de la vajilla, de las joyas y del nombre de mi familia. Darás ordenes a los criados, montarás el caballo de mi antigua mujer. Y si en la hacienda aun no hubiera luz eléctica, providenciaré un generador para que puedas ver la televisión. Tendrás también aire acondicionado en todos los aposentos, porque en la depresión hoy en día hace mucho calor. No se si fue siempre asi, si mis antepasados sudaban debajo de tanta ropa. Mi mujer, sí, sudaba bastante, mas ella era una novia de mi generacion y no tenia la austeridad de mi madre. Mi mujer gustaba del sol, volvia simpre agobiada de las tardes en Copacabana. Pero nuestro chalé de Copacabana se vino abajo, y de cualquer manera yo no viviría con usted en la casa de otro casamiento, moraremos en la hacienda de la raíz de la sierra. Nos vamos a casar en la capilla que fue consagradapor el cardenal arsobispo de Rio de Janeiro en mil ochocientos y ya llovio.¹ En la hacienda tú te ocuparás de mí y de nadie más, de manera que estaré completamente bien. Y plantaremos árboles, y escribiremos libros, y si Dios quiere aun criaremos hijos en las tierras de mi abuelo. Mas si no te gusta la raíz de la sierra por causa de las ranas² y de los insectos, o de la lejanía o de otra cosa podríamos vivr en Botafogo, en el caserón construído por mi padre. Ahí hay cuartos enormes, bañeras de marmol con bidets, varios salones con espejos venecianos, estatuas, una puerta monumental y tapices importados de francia. Hay palmeras, aguacateros, y almendros en el jardin, que se econvirtió en estacionamiento luego que la empajada de Dinamarca se mudó para Brasilia. Los dinamarqueses me compraron el caserón a un ridículo precio, por causa de los embustes de mi yerno. Mas si el dia de mañana vendo la hacienda, que tiene doscientos hectarias de labor y pastos, cortados por un ayolluelo de agua potable, tal vez pueda recuperar el caserón de Botafogo y restaurar lo muebles de caoba, mandar afinar el piano Pleyel de mi madre. Traeré herramientas para ocuparme varios años al hilo, y en caso que tu desees proseguir en tu profesión, irás al trabajo a pie, visto que el barrio está repleto de hospitaes y consultorios. Además justo encima de nuestro propio terreno levantaron un centro medico de diesiocho pisos, y con eso me acabo de acordar que el caserón ya no existe más. Y tambien la hacienda de la raíz de la sierra, creo que la expropiaron en 1947 para que parara una carretera. Estoy pensando alto para que tú me escuches. Y hablo despacio, como quien escribe para que tu me transcribas sin prescisar ser taqíugrafa, estás ahi? Acabó la novela el noticiero o la película, no sé por qué dejan la televisión encendida, fuera del aire. Debe ser para que ese chubasco me cubra la voz y no moleste a otros pacientes con mi palabrerío. Mas aque solo hay hombres adultos, casi todos medio sordos, si hubiese señoras de edad en el recinto yo sería más discreto. Por ejemplo, jamas hablaría de las putitas que se arodillaban desaforadamente cuando mi padre arrojaba monedas de cinco francos en su suite del Ritz. Mi padre allí muy compenetrado, y las cortesanas³ desnudas en postura de sapo, empeñadas en sacar las monedas del tapete, sin valerse de los dedos. A la campeona él la mandaba bajar conmigo a mi cuarto, y de vuelta a Brasil confirmaba a mi madre que yo venía con el idioma perfeccionado. Allá en casa como en todas las buenas casas, en la prescencia de empleados los asuntos de familia se trataban en francés, si bien que para mi madre, hasta pedir el salero era asunto de familia. Y ademas ella hablaba con metáforas, porque en aquel tiempo cualquier enfermerilla tenía rudimentos de frances. Mas hoy la muchacha no está para conversaciones, se volvio retraído, me va a aplicar la inyección.
    El somnífero ya no tiene efecto inmediato, y ya sé que el camino del sueño es como un corredor lleno de pensamientos. Oigo ruidos de gente, de víceras, un sujeto entubado emite sonidos rasposos, tal vez me quiera decir algo. El médico de guardia va a entrar de prisa, tomará mi pulso, tal vez me diga alguna cosa. Un padre llegará para hacer visita a los enfermos, hablará bajito palabras en latín, mas no debe ser conmigo. Sirenas en la calle, teléfonos, pasos, hay siempre una espectativa que me impide caer en el sueño. Es la mano que me sostiene por raros cabellos. Hasta topar en la puerta de un pensamiento fútil, que me tragará a las profundidades, donde acostumbro soñar en negro-y-blanco.

    1 N. del T..- mil oitocentos e lá vai fumaça. (mil ochocientos y allá hay humo, se traduce textualmente.)
    2 N del T.- pererecas, tipo de rana segun el diccionario.
    3 N. Del T. - cocote, se define como prostituta de lujo.

  63. Leo Viana , em 18 de abril, 2009, às 5:14 pm disse:

    O livro é muito bom. Não acho que haja nada a comentar além disto. Semelhanças com Machado de Assis ou outros grandes escritores somente ajudam a solidificar a capacidade do Chico de assimilar boas influências; afinal, já o trataram como herdeiro de Noel Rosa na música. O livro é bem escrito e mesmo os trechos mais difíceis, como aqueles em que há muita repetição, demonstram que desde o “Estorvo”, o Chico cresceu muito como escritor. Lamentáveis algumas manifestações lidas aqui, que me parecem o que a garotada chama de “recalque”. É claro que por muitas vezes se deixa de criticar a obra do Chico de maneira mais ácida por se tratar exatamente do “Chico Buarque”, este ícone da nossa cultura; mas não se pode, ao contrário, como pareço ter lido, criticar APENAS por isto. O Livro é bom, a obra musical dele é irrepreensível e há momentos menores dele (acho que o Estorvo é um deles), mas o assunto aqui é o Leite Derramado. Salve Chico!!

  64. Alan Vega , em 17 de abril, 2009, às 10:11 pm disse:

    Cuando sale la version en español???

    Hice la traduccion del final del primer capìtulo:

    El somnìfero ya no tiene efecto inmediato, y ya sè que el camino del sueño es como un corredor lleno de pensamientos. Oigo ruidos de gente, de vìceras, un sujeto entubado emite sonidos rascantes, tal vez me quiera decir alguna cosa. El medico de planta va a entrar de prisa, tomarà mi pulso, tal vez me diga alguna cosa. Un padre llegarà para una visita a los enfermos, hablara bajito palabras en latin, mas no debe ser conmigo. Sirenas en la calle, telefonos, pasos. hay siempre una espectativa que me impide caer en el sueño, Es la mano que me sostiene por raros cabellos. Hasta topar en la puerta de un pensamiento fùtil, que me tragarà hacia las profundidades, donde acostumbro soñar en negro-y-blanco.

  65. Libio Moura , em 17 de abril, 2009, às 4:37 pm disse:

    Não sou profundo conhecedor literário. Interesso-me, talvez como a maioria, na comparação entre a obra do compositor e do escritor Chico Buarque. Acho que o “Leite Derramado” se assemelha ao “Velho Francisco”. A linguagem pretérita e o fato de a personagem já ter gozado de boa vida. “Hoje é dia de visita, nem sei se me limparam”, também aparece no livro, como na canção.

    De qualquer forma, acho que o livro é o que não cabe na canção, e por isso deve ser louvado sempre. Estamos diante de um ícone vivo, falante e que comenta sua própria obra, o que também é muito importante. Salve Chico !

  66. José Colléti Junior , em 16 de abril, 2009, às 11:02 pm disse:

    Não sei se o Chico Buarque lê esses comentários, mas em caso afirmativo gostaria de saber se ele já leu “Malone morre” de Samuel Beckett. Achei semelhanças conceituais importantes entre os dois romances e queria saber se houve alguma influência, mesmo que acidental, nesta obra.

  67. Joana , em 16 de abril, 2009, às 5:45 pm disse:

    Rs. Coitado desse Evan do… (quem?). Quanta idiotice:

    “Tenho uma crítica, só no início do primeiro capítulo já me deparei com um autor velho e rapujento… Uma expressão de baixo-calão “a moça tinha uma nobreza e uma dignidade superior apesar da origem humilde” uma linguagem arcaica enferrujada…” e blá, blá, blá…

    *** Será que ele leu o livro? Não sabe que o narrador tem 100 anos? É óbvio para qualquer leitor de inteligência mediana que em ” a moça tinha uma nobreza e uma dignidade superior apesar da origem humilde”, utiliza-se uma linguagem arcaica e enferrujada porque trata-se de um personagem arcaico, enferrujado e com valores medíocres, narrando a história.
    Hellooooo!!!! Se é para falar bobagem , melhor ficar em casa pensando calado, Sr. Evan (o sr. sim, deve ser arcaico e enferrujado).

  68. Leno Cunha , em 15 de abril, 2009, às 3:07 pm disse:

    Muitos tem estabelecido um parentesco de Leite Derramado com Memórias Póstumas ou Dom Casmurro. É correta a ligação de Chico com Machado (o paulista é carioca até na literatura; e sabe escolher!). Mas na verdade, Chico internou o Conselheiro Aires: este é o pós-memorial de Aires, que nos faz duvidar da fidelidade à realidade do primeiro…

  69. dudu galisa , em 15 de abril, 2009, às 2:43 pm disse:

    Eu possuo o livro, não li ainda - não vejo a hora de sabrear cada palavra, parágrafo, capítulo, enfim todo o livro - mas tenho certeza da genialidade do Chico Buarque com as palavras no que diz respeito ao Leite Derramado sei que seus escritos sãos sucintos, breves, necessários, pois li Estorvo, Benjamim e Budapeste, além de suas belas composições. Dou risada quando leio as críticas ácidas ao Chico. Isso se resume a uma palavra: INVEJA.

  70. Roberto Moreno , em 15 de abril, 2009, às 10:11 am disse:

    Ao escritor, filósofo e “poeta” Evan do Carmo,

    Quanta bobagem, quanto despeito e inveja!
    Imagino-o uma figura bizarra, cuja pequenez é comparável ao que
    escreve…
    Discordar sempre é saudável, afinal consenso nunca foi nem será obrigatório. Mas, argumentos como os que utiliza, proferindo opiniões
    que pretendem ser definitivas sobre estilo, citações e comparações com
    outros escritores, chegam a ser risíveis. Jamais fui crítico literário, nem
    tenho a pretensão de conhecer profundamente os inúmeros autores que
    li. Tenho, no entanto, equilíbrio e bom senso para perceber o que é bom
    ou ruim. E, definitivamente, Chico está acima de qualquer suspeita.
    Unicamente pelo seu talento indiscutível. Quer como compositor, quer
    pelo fato de transitar facilmente em outra áreas. Inclusive literatura.
    Para alguém que se intitula escritor e filósofo, comentários como os que emite sobre palavras de “baixo calão” e a impossibilidade de alguém morando em Paris escrever para brasileiros, soa definitivo.
    Trata-se de um gênio procurando reconhecimento.

  71. Maria , em 14 de abril, 2009, às 9:06 pm disse:

    Senhor Evan do Carmo. Agora entendo porque escreveu tanta bobagem. O senhor é escritor? Nunca ouvi falar.
    Me desculpe, mas se o senhor não tem o talento e a perfeição de Chico Buarque deve estudar e quem sabe um dia chega lá.
    Parabéns Chico. Você demais!!!!!
    Leite derramado é sublime.

  72. rosa , em 14 de abril, 2009, às 8:38 pm disse:

    Pelos comentários, este livro do Chico é imperdível, mas noto que, novamente, o enredo do “amor mal resolvido” volta em Eulálio e Matilde, como se fosse um lamento e, talvez, uma súplica do autor; aliás, o homem dos olhos mais lindos que eu já vi pode ter um - ou mais -amor mal resolvido sim, e porque não?
    Eulálio e tantos outros buscam o inatingível, a mulher que - e por um motivo qualquer - se tornou inviável…E, pela beleza que a obra parece ter eu, Rosa,eu Luiza ou eu Matilde - uma mulher - vou fazer uma revelação ao Eulálio: as vezes a inviabilidade se dá - se cria - pelo medo de amar…

  73. Márcia P. Gonçalves , em 13 de abril, 2009, às 8:59 pm disse:

    Caro Chico Buarque,

    É sempre um enorme prazer lê-lo, ouvi-lo e saber que o tempo só o fez mais maduro, mais sereno e nem por isso, menos criativo e talentoso.

    “O leite derramado” é um deleite… um presente de Páscoa, nâo engordativo… é prosa poética ou será poesia em prosa? Magistralmente e maliciosamente fundiram-se os gêneros… para fazer a ficção mais ficcional!

    É muito bom sorver o Leite Derramado alheio para digerirmos nossos próprios.

    Abraços, com votos de muito sucesso a você e a essa equipe maravilhosa que te apoia.

    Márcia (fã desde pequenininha ..rsrsrrs)

  74. Renan Fogaça , em 13 de abril, 2009, às 5:03 pm disse:

    Sensacional o livro.
    Sem palavras para esse homem.

    Uma singela reflexão minha em http://oesportefavoritodoshomens.wordpress.com/2009/04/13/leite-derramado-novo-romance-de-chico-buarque/

  75. sylvio neto , em 13 de abril, 2009, às 2:06 pm disse:

    Chico Buarque é um patrimônio nacional. Por tudo que já fez e criou. Ainda não li Leite Deramado, mas acabo de ouvir da voz do Chico o primeiro capítulo, quando já se percebe a qualidade do texto.

    Chico é uma das poucas unanimidades no Brasil. Contrariando Nelson Rodrigues, que dizia que toda unanimidade é burra, nosso Chico é sucesso em tudo que faz - letra, música, literatura, peça teatral.

    É uma dádiva ter um artista tão competente. É um dádiva ter Chico em nossas artes. E com tanta simplicidade, tanto despojamento de estrelismo, apesar de ser uma estrela de primeiríssima grandeza!

    Mais uma vez, Chico Buarque acertou. Mas isso não é novidade. É rotina!
    Abraço, Chico! Vida longa!

  76. Camila , em 13 de abril, 2009, às 1:18 pm disse:

    Surpreendente a cada página virada.

  77. Rêmulo Callou de Alencar , em 11 de abril, 2009, às 7:56 pm disse:

    Chico Buarque antes de tudo é um magnífico cidadão brasileiro, valeu Chico.

  78. Edna Gonçalves de Oliveira Colebrusco , em 10 de abril, 2009, às 12:26 pm disse:

    Chico que emocionou me emociona e sempre me emocionará. Obrigada por existir, por fazer o mundo menos insensível.
    Beijos
    Edna

  79. Vera Freitas , em 7 de abril, 2009, às 1:54 pm disse:

    A inspriração do Chico transcende qualquer energia. Vera

  80. Tere Gouvêa , em 7 de abril, 2009, às 2:21 am disse:

    Entreguei hoje em casa o Leite Derramado….
    Palavras impressas como a escrita musical numa partitura…..volto quando ouvir todas as palavras…

  81. João Vieira , em 5 de abril, 2009, às 9:12 am disse:

    Sr. oportunista Evan do Carmo, por favor leia as obras do pai do Chico, talvez assim você possa incrementar sua base cultural entender a linguagem do personagem.

  82. Heres , em 4 de abril, 2009, às 3:27 pm disse:

    Estou lendo agora e estou adorando. Simplesmente extraordinário!
    Recomendo que assistam ao vídeo disponível no YouTube do autor lendo o capítulo 6, “Chico Buarque lê trecho de Leite Derramado”.
    Valeu.

  83. Fábia , em 4 de abril, 2009, às 1:46 pm disse:

    Numa coisa Evan tem razão. É preciso discordar e discutir, mas eu prefiro sem agressividade. Aliás, achei super equivocada uma chamada de matéria sobre o livro no site do Globo, dizendo que Leite derramado não era unanimidade. É preciso ser? Eu gosto da escrita de Chico, das músicas, da poesia, das ideias. E dos olhos verdes, translúcidos, serenos.

  84. João Marcelo , em 3 de abril, 2009, às 10:37 pm disse:

    Depois de tantas músicas e dois livros,o Chico vem com um livro que parece ser ótimo(infelizmente eu não o li ainda.
    Mas apesar de ter somente 13 anos eu sou um grande fãn de suas músicas,que não só retratam o modo político brasileiro más sim o povo que vive nessa nação…

  85. Walmor Chagas Fermino de Oliveira , em 3 de abril, 2009, às 11:52 am disse:

    É com muita ansiedade que espero o meu exemplar! Acabei de comprá-lo e não vejo a hora de me deliciar em mais um romance buarqueano! Budapeste e Estorvo foram incríveis. Chico emprega com perfeição as palavras; brinca, ousa, detalha coisas que pareceriam impossíveis. Com certeza é um grande marco na nossa literatura!

    Viva Chico Buarque!

  86. Matilde , em 3 de abril, 2009, às 1:42 am disse:

    Pessoal! podemos discordar sem que haja agressões que faltem com o respeito? O site do Chico não merece!

  87. Julia , em 2 de abril, 2009, às 8:37 pm disse:

    Vá estudar Sr Evan. Que despeito!!!! Gente por favor parem de dar creditos a esse idiota metido a escritor, que esta usando isso só para se promover.
    Chico dispensa qualquer comentário.

  88. Camila Brandão , em 2 de abril, 2009, às 8:31 pm disse:

    Posso não ser formada em literatura, escritora ou filósofa pelo contrário tenho apenas 16 anos e ainda nem terminei o Ensino Médio, Chico Buarque de Holanda é uma das minhas paixões e mesmo não tendo maturidade para falar de algumas coisas eu tenho certeza, Chico é um compositor de extrema importância, um brasileiro nato e temos que aplaudir os nossos poetas, os nossos artistas das letras.
    Evan, você deve estar cansado de receber criticas, mas quem mandou você falar algumas besteiras sobre a obra de Chico Buarque de Holanda para começo de conversa Chico não compõe somente músicas de teor político, a ditadura foi um estímulo para compor músicas mas a situação brasileira continua sendo um grande estímulo ele não perdeu a inspiração, não sei como alguém sem inspiração pode escrever um livro, era só isso que eu queria dizer, como ainda não li o livro não posso falar nada (por enquanto).
    Salve Chico. Salve a nossa cultura.

  89. Evan do Carmo , em 2 de abril, 2009, às 6:31 pm disse:

    o problema é que este tipo de escritor não acrescenta nada.
    Isto não é erudição que se diga: “puxa que intelecto?”

    “Por exemplo, jamais falaria das
    putinhas que se acocoravam aos faniquitos, quando
    meu pai arremessava moedas de cinco francos na sua
    suíte do Ritz. Meu pai ali muito compenetrado, e as
    cocotes nuinhas em postura de sapo, empenhadas em
    pinçar as moedas no tapete, sem se valer dos dedos.”

  90. Henrique Marinho , em 2 de abril, 2009, às 4:09 pm disse:

    Ler Chico Buarque é algo que nos prende a um mundo interior que só ele consegue descrever. Sua literatura, sua construção das palavras, seu encadeamento de ideias, sua criatividade; todos esses predicados fazem de Chico um dos maiores escritores contemporâneos brasileiro e já candidado ao nobel de literatura.
    Já li a resenha e o primero capítulo disponibilizado e com certeza o Brasil ganhará mais um clássico.
    Parabéns Chico. Vocé é o maior poeta e escritor da atualidade

    Henrique Marinho

  91. carlos piano , em 2 de abril, 2009, às 3:59 pm disse:

    Gracias por este regalo, un primer capítulo que me predispone para el resto. Personalmente me ocurre sentirme invadido por el mismo clima que me generan sus canciones, sensaciones profundas , humanas intensas.
    Seguramente una gran novela. Gracias maestro.

  92. Suely Souza , em 2 de abril, 2009, às 10:02 am disse:

    Chico, dispensa comentários…

  93. Emília Cunha de Oliveira Melo Franco , em 1 de abril, 2009, às 11:40 pm disse:

    Li o livro inteiro em seis horas, e passaria trancada no quarto dias inteiros, se a história se estedesse. Ansiei por voltar ao livro em cada saída rápida para o banheiro ou a cozinha, e não conseguiria dormir ou sair de casa pela manhã se não terminasse a tão envolvente leitura. Por isso, agradeço ao Chico Buarque por este presente formidável.

  94. Lina Bezerra , em 1 de abril, 2009, às 10:13 pm disse:

    Evan do Carmo pare, mesmo!
    Acabe com essa besteira, lembra quando você era criança que não levou os castigos que deveria levar?(imagino). Que chegava em casa e botava culpa nos outros só pra não levar bronca? Agora não é assim , não! A gente não vai ficar aqui lendo essas coisas e ficar calada, NÃO!
    Rapaz o Chico não tem culpa se as pessoas não conhecem seus livros!!! Não adianta, é melhor você não insistir nessa tolice. Esss conversa mole de ficar citando, Nietzsche, Platão, Dostoievski, Freud(ah! como ele explica)…você conhece tudo isso e ainda não aprendeu a reconhecer um grande escritor? Me poupe. O Chico Buarque é um grande escritor , SIM! Desde que começou a escrever livros, mostrou pra que veio!
    Não estou aqui para falar da obra musical do Chico…que benção! Ele é mesmo um GÊNIO.
    Tenho dito!

  95. Janaína Teles , em 1 de abril, 2009, às 7:08 pm disse:

    Quem é Evan do Carmo?
    Quem o conhece?
    Ah marketing pessoal…
    Que coisa feia! Digna de uma mentalidade provinciana ou melhor traduzindo em palavras, coisa de” mulherzinha barraqueira”.
    Cresça , apareça!!! e pare com isso !!!!

  96. ~Jefferson Silveira , em 1 de abril, 2009, às 5:57 pm disse:

    Não fosse Chico Buarque o que é, e o que representa para uma nação, estaria certamente já arrependido por nos presentear com mais uma explendida obra, ante a maldade e covardia de alguns críticos que a trazem carregadas no tempero, cujo ingridiente principal é o DESPEITO. Parabéns Chico, ainda não me chegou às mãos o seu “Leite drramado”, chegará em breve, tenho a certeza. Que não paguem os justos pelos pecadores, continue nos brindando com sua sabedoria, eu, suspeito, já penso no seu próximo presente, talvez, mesmo antes de você…
    Jefferson Silveira
    poeta e contista

  97. Lúcia menezes , em 1 de abril, 2009, às 3:22 pm disse:

    O meu comentário acima foi para o senhor Evan do carmo que pediu o nome de algum grande escritor brasileiro vivo. Cito esses que já li e são consagrados merecidamente!
    Não sou escritora, não sou crítica literária, mas sei o que é um bom livro e aprecio a boa literatura.

  98. Lúcia menezes , em 1 de abril, 2009, às 3:03 pm disse:

    Grandes escritores brasileiros vivos:
    Chico Buarque
    Carlos Heitor Cony
    Lya Luft
    João Silvério trevisan
    Fernando Morais
    Ruy Castro
    Sérgio cabral
    Luís Fernando Veríssimo
    Estou me lembrando agora desses…tem mais!

  99. TAIRONE SOUZA SANTOS , em 1 de abril, 2009, às 2:21 pm disse:

    Eu, como assumido chicólatra que sou, não posso perder a oportunidade de falar do “MESTE de juntar palavras”, como já dizia o outro mestre, Luís Fernando Veríssimo, ao falar de uma outra obra brilhante de Chico - Budapeste. Ainda não adquiri meu exemplar de Leite Derramado, mas confesso que estou atônito, aflito, na eminência de ler mais um romance de Chico, que, na minha opinião, é o artista mais “escafandrista” da realidade brasileira…VIVAS A LEITE DERRAMADO…VIVAS A CHICO

  100. Morgana Domênica , em 1 de abril, 2009, às 1:58 pm disse:

    Que maravilha ter a oportunidade de ler mais um livro do Chico. Sou fã incondicional de suas músicas, suas peças e de seus romances. Como escritor, Chico vem crescendo a cada livro. Essa obra promete,…

  101. Fernanda Cozendey , em 1 de abril, 2009, às 12:16 pm disse:

    Chico Buarque, um dos ícones de referência da Cultura Nacional, mantém essa significância marcada em ‘Leite Derramado’. Nunca nos esquecendo das músicas que penetram surdamente ecoante em nossas vidas.

    momento fã de Chico: CHICO EU TE AMOO

  102. Maria Luiza , em 1 de abril, 2009, às 9:56 am disse:

    Nunca li os livros do Chico, mas este vou comprar, pois me chamou atenção. Gosto muito de suas letras musicais, deverei gostar deste “Leite Derramado”. Adoro romances que falam da nossa história e saga de família. Um beijo ao Chico. Da vó Luiza.

  103. Evan do carmo , em 1 de abril, 2009, às 9:38 am disse:

    Parabéns à amiga que coragem teve de me “enfrentar”, eu apenas sugeri que nosso compositor magistral não saísse da sua arte-mor que é fazer canções. Há homens que não têm espírito para grandes coisas. O comparo a Oscar Wilde que teve uma vida de grandes orgias intelectuais, coisas a que ainda se presta pelo usufruto do capital. Quem poderia viver em Paris e produzir algo de bom para nossos Brasileiros? O próprio Oscar só pode ser tido como escritor depois do período que ficou preso e compôs a sua única obra-prima. Tudo bem, perdemos um magnífico músico e ganhamos um escritor de chanchadas. Aquele “Budapeste”, que coisinha mais rançosa e lasciva. Não só o Chico, mas nossos grandes escritores já estão mortos. A menos que tu nos apresentes algum vivo. Aguardo resposta. Sim, peço ao moderador do site que permaneça democrático. É isso que precisamos: discutir e discordar para crescer… obrigado. Evan do Carmo.

  104. Clever Bahia , em 1 de abril, 2009, às 1:01 am disse:

    Grande Chico Buarque

  105. Clever Bahia , em 1 de abril, 2009, às 12:59 am disse:

    Como um grande admirador de todas as obras musicais do Chico Buarque, tenho pressa de ser, e provavelmente o serei, também um grande admirador das literárias, bem porque vejo neste último, pelo pouco que já li, uma superioridade já alcançada por Machado de Assis, simplesmente bons, tudo que criam ou recriam transforma-se em sucesso.
    Muito bem, precisamos realmente de grandes escritores.
    Particularmente, meu apreço, pela linha da escrita.

    Mas NÃO SE ESQUEÇA DAS MÚSICAS.

  106. Manoel Sena , em 31 de março, 2009, às 11:51 pm disse:

    Chico Buarque com o “Leite Derramado mostra que é um grande escritor conteporâneo, do qual o Brasil tem muita carência.
    E com isso, quebra preconceitos de que só há muitos séculos existiram grandes escritores. Atrevo-me a falar que ele é, se não o melhor mas um dos melhores escritores da atualidade.
    Espero que ele venha lançá-lo (o livro) aqui em São Paulo.

  107. Fernando Prado , em 31 de março, 2009, às 9:59 pm disse:

    Que legal q terá mais Chico pra ler! Já comprei o meu.
    Este site ficou ótimo! Parabéns aos web desingners!!

  108. CLÉRIA SALDANHA , em 31 de março, 2009, às 9:53 pm disse:

    É, não vejo a hora de ler “Leite Derramado”, integralmente. Já iniciei as buscas, nas livrarias daqui de Fortaleza, pelo novo romance do Chico. A expectativa é muito grande, só não supera a certeza de que estarei diante de uma grande obra literária. Seria maravilhoso se ele viesse a Fortaleza para uma tarde de autógrafos! Fica a sugestão.

  109. Lúcia menezes , em 31 de março, 2009, às 9:03 pm disse:

    Obrigada, Chico Buarque!
    Já comprei o meu. Depois que eu terminar de ler, volto por aqui. Já li todos, até agora o meu preferido é, Estorvo(”Todo mundo tem um irmão meio zarolho/ Só a bailarina que não tem”…), deliciosamente cruel. Em seguida, Budapeste. Os dois me deram um pouco de dor de cabeça, devido as idas e vindas. Eu também tinha que voltar e depois ir, para entender direito, ai, ai… Gosto muito de ler e de comentar o que leio. Ah! ia me esquecendo, também adorei Benjamin, quem não tem sua câmera? E a idéia de guardar o futuro, em barrinhas de ouro, uma por ano, cada barrinha gasta a mais …um ano a menos, genial!
    Gosto muito de repetir a frase: “Aí estou chegando quase”…criada por você.
    Aprendo muito nesses livros, como também nas canções. Através dos seus primeiros versos, comecei a decifrar as primeiras metáforas da minha vida…

  110. Ilda Rua , em 31 de março, 2009, às 7:39 pm disse:

    No último sábado, meu dia começou muito feliz, pois, ao abrir o jornal,me deparei com a maravilhosa noticia do lançamento do novo livro de Chico.Corri para a livraria , comprei e já começei a lê-lo imediatamente. Com certeza, serei mais feliz após a leitura deste livro. Seria maravilhoso se o Chico pudesse vir á São Paulo para uma tarde ou noite de autógrafos.Desejo muito sucesso e alegrias com essa nova obra.AQté a próximo CD ou show. Muitos beijos.

  111. Achel Tinoco , em 31 de março, 2009, às 5:40 pm disse:

    Dessa vez, com certeza, se vai sorri pelo “Leite Derrado” do grande Chico. Um homem sempre atento às transformações, que sabe exatamente exercer seu papel na sociedade sem jamais cansar o amante das artes: da boa música, da boa leitura. Seu novo livro vai correr pelo Brasil, levando a seu povo tão carente de cultura uma bela história. Parabenizo-o mais uma vez, o sucesso está garantido.

  112. Evan do carmo , em 31 de março, 2009, às 5:05 pm disse:

    Não concordo com o arrebatamento acima citado… Tenho uma crítica, só no início do primeiro capítulo já me deparei com um autor velho e rapujento… Uma expressão de baixo-calão “a moça tinha uma nobreza e uma dignidade superior apesar da origem humilde” uma linguagem arcaica enferrujada… Meu nobre compositor devia seguir compondo suas canções com teor político. .. Sei acabou a inspiração e o estimulo? Mas esqueci-me que não temos mais a ditadura que revelou grandes artistas… Não temos mais sofrimento que traga à tona a acidez intelectual de outrora. .. Meu amado Chico. Também sou escritor e não vejo em seu texto traço psicológico de um Dostoievski ou de um Proust à moda da suprema inteligência. Apenas alguma influencia do Gênio Machado, mas isso só na idade da língua. Meu caro colega, onde está nosso grande intelecto das letras das canções imortais que compuseste? Uma futilidade verbal, “Paris” expressões em Frances. .. Meu amigo o que espera com isso? Temo que surja um novo Paulo coelho… Sou Evan do Carmo… Escritor e filósofo… Harold Bloom o que diria deste seu leite derramado… Derramou agora é tarde.

  113. Weider Weise , em 31 de março, 2009, às 1:22 pm disse:

    O Leite derramado evapora nas mãos.

    Chico é que nem Copa do Mundo. É tamanha alegria, concentrada…
    e depois…toma mais quatro anos de espera, assistindo videotape e imaginando, o que o craque vai aprontar agora?

    Parabéns pelo excelente livro. Atrevo-me a dizer que é esse superior a Budapeste.

  114. Leite Derramado « abilio pacheco , em 30 de março, 2009, às 11:50 pm disse:

    [...] também o site do livro, veja os comentários de outros leitores e leia o primeiro [...]

  115. Érica Tavares , em 30 de março, 2009, às 10:46 pm disse:

    Chico Buarque com os seus romances comprova que é um artista completo. Um verdadeiro artista consegue retratar em sua obra o que vê e o que ouviu dizer, de forma leve, nem sempre causando as melhores mas com certeza as mais verdadeiras impressões nos leitores. O livro é esperado e bem vindo.

  116. Iuri Oliveira Andrade , em 30 de março, 2009, às 1:35 pm disse:

    Não vamos chorar pelo Leite Derramado. Vamos, de novo, nos encantar com a novíssima literatura buarquiana. Desde Budapeste, suas palavras - proferidas ou escritas - soa-me como poesia e lirismo. Vida longa para o Chico!

  117. marilda jardim , em 30 de março, 2009, às 1:13 pm disse:

    Tive a pretensão de ser a primeira por aqui…doce ilusão!Fazendo minhas as palavras de todos os que chegaram antes, acrescento apenas que sou muito feliz em fazer parte dessa imensa multidão de amantes do HOMEM,AUTOR,COMPOSITOR,CANTOR, INTÉRPRETE E SER HUMANO.
    Nem é necessário desejar Sucesso em mais essa impreitada!

  118. João Tavares , em 30 de março, 2009, às 10:38 am disse:

    Não fosse o duplo plágio indevido e “leite derramado” bem poderia chamar-se Raízes do Brasil. Magistrais os “Eulálios” da trama. O artista pinta o passado, borda o presente e o que se revela é o futuro de um país que, definitivamente, perdeu a delicadeza. Mais um gol de placa deste centroavante que faz seus golaços com a mesma facilidade com que coloca os parceiros na cara do gol. Não sei se aguardo, mais ansioso, o próximo CD ou o próximo livro. Entre a Lia e a Rosa, fico com ambas.

  119. Lucia Leal , em 29 de março, 2009, às 9:01 pm disse:

    Para quem gosta muito de admirar, como eu, é uma alegria habitar o mesmo presente que esse homem.
    Obrigada, Chico, por existir, resistir - desde sempre e tão honradamente, e tão belamente.

  120. Janaína Teles , em 29 de março, 2009, às 2:14 pm disse:

    Apaixonada….

    Quando fiquei sabendo que Chico publicaria um novo trabalho , essa sensação gostosa de paixão percorreu meu corpo.
    A pele suando o coração disparado os olhos brilhando e os lábios sorrindo .
    Sou fã de suas obras literarias e sem dúvida este novo trabalho transformara essa paixão em amor pelo leite derramado.

  121. Agatha Melo , em 29 de março, 2009, às 6:21 am disse:

    Adorei Budapeste. Agora estou na maior expectativa para este novo livro de Chico, a quem tenho imensa admiração. Gosto da forma simples e sensível como ele trata as questões do dia a dia. Já me apaixonei pelo primeiro capítulo. Será que ele vem ao Recife para uma tarde de autógrafo?

  122. Paula , em 28 de março, 2009, às 8:16 pm disse:

    Muitas expectativas por esse livro!!!
    Cresci com a maravilhosa sonoridade da voz de Chico, e tenho certeza que o livro será um sucesso! Confesso que sou uma profunda apreciadora de toda obra desse gênio!
    Querido Chico, venha para São Paulo fazer uma tarde de autografos!!!
    Um abraço a todos!

  123. célio araújo , em 28 de março, 2009, às 3:52 pm disse:

    isso é um dommm,, ja estou apaixonado pela história em que vou começa a viajar… parabés buarque
    ler dá bem_estar

  124. Fernando Rocha , em 28 de março, 2009, às 12:11 pm disse:

    Todo escritor procura literatura pura para ler; busca, vasculha, até encontrar palavras derramadas, palavras que escorrem, irrecuperáveis mas permanentes, eternas, atrás de uma lâmina incolor, suspensas, intocáveis, legíveis, sensíveis. Chico entrega isso a todo escritor, e mais ainda, a todo e qualquer leitor de literatura. É palavra, é sentido, é intensidade. Ainda ecoa Budapeste enquanto conto o tempo pelo Leite derramado.

  125. Edson Luiz Parisotto , em 28 de março, 2009, às 11:05 am disse:

    Li com avidez seus romances anteriores e fiquei na expectativa de qual seria seu próximo livro. Sempre fui profundo admirador de seu trabalho musical, mas seus romances me surpreenderam e me arrebataram ainda mais. Estou ansioso em sorver este “Leite Derramado”!

  126. Tauil , em 28 de março, 2009, às 9:26 am disse:

    Estou ansioso para poder passar alguns dias (ou somente um, como foi o caso de Budapeste) lendo o novo romance de Chico. Tenho certeza de que valerá cada centavo e minuto empregados na leitura.

  127. Paulo Cesar Vellego , em 28 de março, 2009, às 8:59 am disse:

    É bom ver a espinha dorsal literária dos Hollanda preservada. Confesso que o primeiro capítulo não anima. Tenho a certeza de que letra e literatura tem a mesma raiz, mas rumos diferentes. Música senhor Francisco, mais música, para nos afogarmos em suas letras fulgurantes!

  128. Guilherme Lourenço , em 28 de março, 2009, às 12:51 am disse:

    Que notícia boa saber que o mestre Chico Buarque voltará à cena com mais um romance. Pelo talento já demonstrado nos três anteriores, tenho certeza que ele nos brindará com mais uma história fascinante muito bem-conduzida pelo seu estilo ímpar e encantador. O outono se abre com boas novas literárias! Grande Chico!!!

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